por Virgílio Ferreira


e tu?eu respiro, e tu?e tu?
vejo.
e vês cores, ou preto e branco?
transparente.
dentro, ou alma?
paz.
a paz dos homens, ou a paz de espírito?
o mar.
que mar?
aquele.
incerto?
vivo.
que mata?
adormece.
para sempre?
até ver.
eu vejo, e tu?
respiro...


O Crime"-Não há nada mais horrendo do que uma gravata castanha sobre uma camisa violeta."O Crime
De acordo: violeta e castanho não combinam. Contudo, esse «não há nada mais horrendo» é o índice de uma vulgaridade mental, pela qual se explica todo o mundo da mediocridade, formado por frases repetidas sem análise; de pensamentos não elaborados; de opiniões adoptadas sem discussão.
Educados nos fáceis heroísmos verbais, «dizem o que lhes vem à cabeça». E quando o dizem, a vilania com que o fazem não compromete nem sequer uma grat


.passeio.Passeio por um caminho solitário. Desfruto do ar, do sol, dos pássaros e do prazer de ser levada pelos meus pés para onde quer que eles me levem. De um lado do caminho encontro um escravo a dormir. Aproximo-me, e descubro o que está a sonhar. Pelas suas palavras e expressões adivinho... Sei o que sonha:.passeio.
O escravo está a sonhar que é livre.
A expressão no seu rosto reflecte paz e serenidade. Pergunto-me... Devo acordá-lo e mostrar-lhe que é apenas um sonho, para que saiba que continua a ser um escravo? &
nihil_x_0@hotmail.com
também fizémos por "enganar", a princí
acho que acabou por ser uma maneira de colocar duas visões diferentes sobre as palavras escritas. sem um nome a separar, mas sim os proprios leitores.*
Em todo o caso, that's some cool shit.
obrigada*
Fica aqui o convite para por cá passares.
--
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Fernando Pessoa
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